Processo 1001956-31.2026.8.11.0005
TJMT • Auto de Prisão em Flagrante
Partes do processo (1)
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ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO VARA CRIMINAL DE DIAMANTINO DECISÃO Processo: 1001956-31.2026.8.11.0005. AUTORIDADE: POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL DO ESTADO DE MATO GROSSO, MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO RÉU PRESO: ALVONIR GONCALVES Vistos. Trata-se de comunicação de prisão em flagrante em face de ALVONIR GONCALVES, recebido em gabinete nesta data (08/07/2026). Verifica-se do teor do respectivo auto de prisão que o custodiado foi detido em estado de flagrância, pela prática, em tese, dos crimes tipificado no artigo 140 e 147-B, ambos do Código Penal. Consta do boletim de ocorrência de nº 2026.222912 (ID. nº. 240060538): “FOMOS ACIONADOS PELA SOLICITANTE A QUAL NOS RELATOU QUE O SEU SOGRO ESTAVA ALTERADO E AMEAÇANDO OS FAMILIARES COM UMA ARMA BRANCA (FACA), DESLOCAMOS ATÉ O LOCAL INFORMANDO ONDE A VÍTIMA PASSOU A RELATAR ESTAVA COM SUA GENITORA NA CIDADE DE CUIABÁ ONDE O MESMO FAZ TRATAMENTO NO HOSPITAL DO CÂNCER, E AO CHEGAR POR VOLTA DAS 22H00MIN, PARA DEIXAR SUA GENITORA EM SUA CASA, FOI RECEBIDO PELO SUSPEITO (PADRASTO) DA VÍTIMA, O QUAL APARENTAVA TER INGERIDO BEBIDA ALCOOLICA PASSANDO A AGREDIR A VÍTIMA COM PALAVRAS DE BAIXO CALÃO, EM SEGUIDA PASSOU A ARREMEÇAR PEDAÇOS DE TIJOLOS EM DIREÇÃO DA VÍTIMA, POSTERIORMENTE PARTIR PARA CIMA DA VÍTIMA COM UMA ARMA BRANCA (FACA). NESSE MOMENTO O IRMÃO DA VÍTIMA INTERVIU SEGURANDO O SUSPEITO, A VÍTMA FICOU COM LESÃO CORPORAL NO BRAÇO DIREITO, NÃO SABENDO INFORMAR SE O FERIMENTO FOI PROVOCADO POR ARMA BRANCA OU DURANTE A AGRESSÃO QUE SOFREU DO SUSPEITO, EM SEGUIDA O SUSPEITO CORREU PARA O INTERIOR DA RESIDÊNCIA COM A ARMA BRANCA EM PUNHO. EM DECORRÊNCIA DOS FATOS ESSA GUARNIÇÃO ADENTROU NO TERRENO DO IMOVEL ONDE ENCONTROU UMA FACA JOGADA NO CHÃO, A GUARNIÇÃO SOLICITOU QUE O SUSPEITO SAISSE DA RESIDÊNCIA COM AS MÃOS PARA CIMA, SENDO ATENDIDO PELO SUSPEITO QUE SAIU DA RESIDÊNCIA, SENDO REALIZADO A BUSCA PESSOAL, O SUSPEITO CONFIRMOU QUE ESTAVA COM A FACA. DESTA FORMA FOI DADA VOZ DE PRISÃO AO SUSPEITO, SENDO ASSEGURADO SEUS DIREITO E GARANTIAS INSTITUCIONAIS, DURANTE A PRISÃO FOI NECESSÁRIO A UTILIZAÇÃO DE ALGEMAS, EM VIRTUDE DO RISCO DE FUGA, BEM COMO, FINS DE RESGUARDAR A INTEGRIDADE FISICA DO SUSPEITO E DA GUARNIÇÃO POLICIAL MILITAR. APÓS A LAVRATURA DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA O SUSPEITO FOI ENCAMINHADO SEM LESÕES CORPORAIS, PARA A DELEGACIA DE POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL, PARA AS DEMAIS PROVIDÊNCIAS DE DIREITO.” Ao serem ouvidos na Delegacia, os policiais militares Jardel Franklin Rodrigues Dantas e Elias Jerônimo da Silva reafirmaram os fatos descritos no boletim de ocorrência (ID. nº. 240060540 e ID. nº. 240060891). A vítima Mauriza Aparecida de Morais relatou na Delegacia de Polícia (ID. nº. 240060894): “Que é casada com o senhor ALVONIR GONÇALVES há aproximadamente 27 anos, sendo que dessa união tiveram um filho, atualmente com 21 anos de idade. Que, na data dos fatos, retornava para sua residência na companhia de seu filho WILLIAM JORGE DE MORAES, enteado de ALVONIR, após acompanhá-lo a uma consulta médica na cidade de Cuiabá. Que, ao chegar à residência, ALVONIR passou a dizer que ela deveria sair de casa e ir morar com seu filho, proferindo, em seguida, diversas ofensas contra ela. Que, em razão do abalo emocional decorrente do estado de saúde de seu filho e da situação vivenciada naquele momento, não se recorda das expressões exatas utilizadas por ALVONIR, contudo, se lembra que eram palavras ofensivas, proferidas com o propósito de humilhá-la e atingir sua honra. Que é…
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