Processo 3021759-50.2025.8.06.0001
TJCE • Procedimento Comum Cível
Polo Ativo
Polo Passivo
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ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO FÓRUM CLÓVIS BEVILÁQUA 35ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE FORTALEZA Rua Desembargador Floriano Benevides Magalhães, 220, Edson Queiroz - CEP 60811-690, Fone: (85)3492-8279, Fortaleza-CE - E-mail: for.35civel@tjce.jus.br _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________ NÚMERO DO PROCESSO: 3021759-50.2025.8.06.0001 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [PASEP, Indenização por Dano Moral, Indenização por Dano Material, Atualização de Conta, Revisão] AUTOR: MARIA DOS ANJOS DE CASTRO REU: BANCO DO BRASIL SA _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________ [] SENTENÇA Trata-se de ação revisional, relativa à conta vinculada ao PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), cumulada com pedidos de indenização por danos materiais e morais, ajuizada por MARIA DOS ANJOS DE CASTRO em face do BANCO DO BRASIL S.A., ambas as partes devidamente qualificadas nos autos. A parte autora sustentou que, após o encerramento do período de depósitos no PASEP, ocorrido em 1988, e a realização do saque integral do saldo da conta vinculada, o montante disponibilizado revelou-se supostamente irrisório, especialmente quando comparado ao longo período de vinculação ao programa e à expectativa de regular atualização monetária dos valores. Alegou, ainda, que somente tomou conhecimento recente da possibilidade de haver valores superiores a receber, razão pela qual passou a questionar a regularidade da administração da conta. Nesse contexto, afirmou a ocorrência de falha na prestação do serviço, imputando ao Banco do Brasil S.A. a responsabilidade por eventuais saques indevidos, desfalques ou ausência de correta aplicação dos rendimentos legalmente estabelecidos, postulando a condenação da instituição financeira ao pagamento de indenização por danos materiais, com base em cálculo unilateral apresentado com a petição inicial, bem como ao pagamento de indenização por danos morais. Na decisão de ID 145057406, este juízo deferiu os benefícios da gratuidade da justiça, e determinou a suspensão do feito. Após o levantamento da suspensão, o BANCO DO BRASIL S.A. apresentou contestação, arguindo, em sede preliminar, a ilegitimidade passiva e a incompetência absoluta da Justiça Estadual, ao fundamento de que eventual discussão sobre índices de correção monetária seria de responsabilidade da União Federal, por intermédio do Conselho Diretor do Fundo PIS/PASEP. No mérito, suscitou a prescrição decenal, sustentando que o termo inicial deveria ser fixado, ao menos, na data do saque integral da conta. Defendeu, ainda, a inexistência de ato ilícito, afirmando que a administração da conta observou as normas legais e regulamentares aplicáveis ao PASEP, bem como acostou documentação relativa à movimentação da conta vinculada. Na réplica, a parte autora refutou a contestação, ratificando os pedidos e os fundamentos consignados na inicial e argumentando que a prescrição decenal não é aplicável ao caso concreto. Por decisão interlocutória, determinou-se a intimação das partes para se manifestarem sobre eventual composição amigável e indicarem as provas que pretendiam produzir, sob pena de julgamento antecipado do mérito, nos termos do art. 355, I, do CPC. A Sra. Maria informou que não havia provas a produzir e requereu o julgamento do…
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