Processo 5000110-53.2025.4.04.7027
TRF4 • Procedimento do Juizado Especial Cível
Partes do processo (1)
A fonte pública (DJEN/CNJ) não distingue o polo destas partes nesta publicação.
Última movimentação
PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 5000110-53.2025.4.04.7027/PR AUTOR : MARIA DE FATIMA DA SILVA MACEDO ADVOGADO(A) : TIAGO AZNAR MENDES (OAB PR050356) ATO ORDINATÓRIO De ordem do juiz federal, abro vista às partes para cientificação, no prazo de 5 dias, acerca da degravação dos vídeos apresentados, produzidos pela própria parte e/ou em audiência, cujo conteúdo segue abaixo, medida esta adotada com o intuito de aprimorar e conferir maior celeridade à instrução processual . A degravação foi executada por meio do uso de inteligência artificial , seguindo de forma rigorosa a literalidade dos áudios que foram apresentados. DEGRAVAÇÃO DA AUDIÊNCIA : DEPOIMENTO DA PARTE AUTORA ADVOGADO: Boa tarde. PARTE AUTORA: Boa tarde. ADVOGADO: Como que é o nome completo da senhora? PARTE AUTORA: Maria de F da Silva Macedo. ADVOGADO: Dona Maria, a senhora deu entrada num processo aqui em face do INSS, contra o INSS, que a senhora afirma, né, que o final do esposo da senhora, o seu CL Paixão Macedo, né, que ele que ele trabalhava na atividade rural, né? PARTE AUTORA: Uhum. ADVOGADO: Então, vou fazer algumas perguntas pra senhora sobre a vida do do finado marido da senhora, tá bom? PARTE AUTORA: Tá. ADVOGADO: Eh, eh, Dona Maria, que que o marido da senhora trabalhava? Que que ele fazia para ganhar vida? Como que vocês sobreviviam? PARTE AUTORA: Trabalhava na roça. Uhum. Né? Sempre foi boia fria. Uhum. Desde que a gente casou toda a vida trabalhando boia fria. ADVOGADO: Que tipo de serviço que ele fazia como boia fria? Como é que era isso aí? É, PARTE AUTORA: é na época que tinha café a gente ia no café, depois acabou os café a gente ia no prantil de algodão. né? Carpia, raleava, né? Colhia, fazia de tudo. Uhum. Né? Uhum. De tudo fazia. ADVOGADO: E quando vocês casaram, eh, vocês moravam na na zona rural, num sítio, ou moravam na cidade? PARTE AUTORA: Na cidade. ADVOGADO: Na cidade. Que cidade que era? PARTE AUTORA: Santa Fé. ADVOGADO: Santa Fé. Vocês sempre moraram em Santa Fé? PARTE AUTORA: Sempre more em Santa Fé. ADVOGADO: Tá certo. Então, muito embora morava na cidade, ia trabalhar na na na no sítio. PARTE AUTORA: No sí. É. ADVOGADO: Como é que vocês iam trabalhar? Como é que— PARTE AUTORA: caminhão, ADVOGADO: caminhão? PARTE AUTORA: Caminhão de boia fria. ADVOGADO: Entendi. Então, tinha algum gar que leva você. PARTE AUTORA: É, tinha os gatos que levava a turma. Uhum. A senhora lembra o nome de algum deles? É o Puca, meu cunhado, levava o pessoal. Né? Nós trabalhou com vários gatos. Tinha outro rapaz chamava S, morava aqui. Mora aqui também. O que levava a gente ia, precisava ganhar ia, né? ADVOGADO: Entendi. Tá certo. Tá bom. Então, a senhora, né, o seu Cides, né, a senhora também falou que trabalhava, vocês trabalhavam no café, trabalhavam no algodão? Que mais que vocês faziam além do— PARTE AUTORA: Café e algodão. O café e algodão arrancava feijão, raleava algodão, né? Cortava arroz quando tinha, batia arroz. Uhum. A gente fazia tudo esse tipo de coisa aí. Uhum. Né? ADVOGADO: Tá certo. Pois é. E tinha bastante serviço assim pro trabalhador rural pro B? PARTE AUTORA: Tinha, tinha naquela época tinha tinha muito café naquele tempo. A gente sobrevivia mesmo do ganho do café. Uhum. Naqueles anos lá dava muito café. Tinha muito lav de café aqui. Uhum. Depois começou já que acabou, né? Uhum. Mas tinha bastante. ADVOGADO: Uhum. Tá certo. Como é que vocês recebiam na época do café? Como é que era pagamento? Como…
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