Processo 5012752-12.2025.4.04.7204
TRF4 • Procedimento Comum Cível
Partes do processo (1)
A fonte pública (DJEN/CNJ) não distingue o polo destas partes nesta publicação.
Última movimentação
PROCEDIMENTO COMUM Nº 5012752-12.2025.4.04.7204/SC AUTOR : EDUARDO NERY PIMENTEL ADVOGADO(A) : LAZARO BITTENCOURT (OAB SC022074) DESPACHO/DECISÃO Conversão em diligência REQUISITO FUNCIONAL Conforme laudo judicial ( evento 16, LAUDOPERIC1 ), o perito concluiu: Conclusão: sem incapacidade atual - Justificativa: Após exame clínico (anamnese e exame físico / do estado mental) e análise detalhada dos exames complementares acostados e trazidos à ocasião do exame médico, NÃO houve comprovação de incapacidade laborativa para atividades habituais. - Houve incapacidade pretérita em período(s) além daquele(s) em que o(a) examinado(a) já esteve em gozo de benefício previdenciário? NÃO - Caso não haja incapacidade atual, o(a) examinado(a) apresenta sequela consolidada decorrente de acidente de qualquer natureza? SIM - Qual? Tornozelo e pé direito com ausência de deformidades aparentes, presença de edema peri-articular, limitação da mobilidade em flexão e extensão. - A sequela apresentada implica redução da capacidade para a atividade habitual exercida na data do acidente? SIM - Justificativa: A lesão está consolidada. A lesão promove prejuízos funcionais para a atividade declarada. A incapacidade leve, de acordo com a CIF, é classificada em um percentual de redução funcional entre 5-24% (caso da parte autora). Há caracterização de redução da capacidade laborativa desde a consolidação das lesões - incapacidade parcial e permanente para a atividade habitual. - Qual a data de consolidação das lesões? 19/09/2011 DELIBERAÇÃO 1. Converto o julgamento em diligência. 2. Contudo, trata-se de enfermidade/lesão decorrente de acidente de trabalho, conforme laudo judicial e de acordo com os dossiês previdenciário e médico. Restou comprovado que as lesões sofridas pela autora são decorrentes de acidente de trabalho, inclusive com comunicação de acidente de trabalho - CAT emitido pelo empregador, tendo recebido auxílio por incapacidade temporária - acidente de trabalho - NB 544.371.412-7 ( evento 5, INFBEN3 ). Sendo assim, conforme interpretação do artigo 109, I, da Constituição Federal, na esteira da jurisprudência já pacificada sobre o tema, impõe-se reconhecer a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o litígio. Sobre a questão, decidiu o Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 689.498/RS, com repercussão geral reconhecida: RECURSO. Extraordinário. Competência para processar e julgar. Benefícios previdenciários. Acidentes de trabalho. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da jurisprudência. Recurso provido. Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas relativas ao restabelecimento de benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho (RE 638483 RG - Relator Min. Ministro Presidente - julgado em 09/06/2011 - Repercussão Geral - mérito - DJe-167 DIVULG 30-08-2011 PUBLIC 31-08-2011 EMENT VOL-02577-02 PP-00193 - grifou-se) Reafirmando a jurisprudência supracitada, vem o STF reiteradamente decidindo que a competência para julgamento de ações relativas a benefícios previdenciários decorrentes de acidente do trabalho é da Justiça Estadual, a exemplo do seguinte julgado: Decisão: Vistos. Instituto Nacional de Seguro Social - INSS interpõe recurso extraordinário, com fundamento nas alíneas a e b do permissivo constitucional, contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande…
Veja o andamento completo e atualizado
Consulte este processo agora na busca do Jurimais — movimentações, partes e documentos.
Buscar este processo agora →Sobre processos no TRF4
O TRF4 é um dos tribunais brasileiros integrados ao sistema PJe e CNJ. Você pode consultar mais processos no índice do tribunal.
Este é um conteúdo público disponível pelo Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN/CNJ). Para acessar peças e movimentação detalhada, é necessário ter acesso ao processo via OAB ou parte autorizada.
Consulte outro processo de graça
Por CPF, nome ou número, em todos os tribunais.